Sindicato

Em noite de festa, Fieg celebra boas práticas ambientais e premia indústrias que se destacam na adoção de projetos ESG

"As indústrias goianas têm um potencial significativo para adotar práticas mais sustentáveis e reduzir sua pegada ambiental." A fala, do presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, resume bem o sentimento que marcou a entrega da primeira edição do Prêmio Fieg de Sustentabilidade da Indústria Goiana. A cerimônia, realizada terça-feira (24/9), na Casa da Indústria, foi uma celebração de projetos de indústrias instaladas no Estado que investem em iniciativas ESG para inovar e transformar a relação com o meio ambiente e com a sociedade nos municípios onde atuam.

noite desta fieg
24 de Janeiro de 2025

"Goiás vive momento ímpar em sua economia, em pleno desenvolvimento em diversos setores, com indicadores de um cenário promissor. E desenvolvimento e sustentabilidade precisam andar juntos, manter um equilíbrio que é crucial para garantirmos a preservação ambiental para as futuras gerações", afirmou André na solenidade, ao contextualizar que, nesse cenário, a Fieg desempenha papel fundamental como catalisadora da transformação do setor industrial do Estado.

"Com ações que não só incentivam, mas promovem a inovação, a eficiência energética e a adoção de fontes renováveis, a Fieg está trabalhando ativamente para posicionar as indústrias goianas na vanguarda da transição energética", completou.

De olho nessa movimentação das indústrias goianas, o vice-presidente da Fieg Flávio Rassi, que também preside o Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Cmas) da federação, destacou que um dos objetivos do prêmio é justamente mostrar à sociedade como a indústria em Goiás contribui com o desenvolvimento sustentável.

"Não adianta só fazer bem feito, mas precisamos mostrar à sociedade o que tem sido implementado. Nossa indústria está à frente quando o assunto envolve boas práticas de gestão sustentável e tem muito ainda a contribuir, sobretudo com soluções ao desafio da transição energética", sustentou Rassi, ao citar o potencial da indústria da mineração instalada em Goiás.

Goiás tem grande potencial para a exploração de terras raras, com vários projetos em desenvolvimento, em municípios como Minaçu, Nova Roma e Iporá. As terras raras são um conjunto de 17 elementos químicos muito utilizados em equipamentos de alta tecnologia, como baterias, ímãs, células solares, lasers e catalisadores. Esses minerais são considerados estratégicos à transição energética.

Também presente na solenidade, o secretário de Estado da Indústria e Comércio, Joel Sant'Anna Braga Filho, destacou que Goiás está chamando atenção do mundo pelo potencial energético. "O Estado possui em seu território terras raras com minerais essenciais à descarbonização do planeta. Estamos atraindo investimentos estrangeiros significativos nesse contexto da transição energética."

PREMIAÇÃO

Buscando reconhecer iniciativas e boas práticas bem-sucedidas da indústria goiana no campo da sustentabilidade, da governança e do social, a premiação reconheceu projetos nas categorias Práticas de Gestão Sustentável e Responsabilidade Socioambiental, Tecnologias Sustentáveis, Comunicação ESG e Iniciativas de Micro e Pequenas Empresas.

Grande ganhadora da noite, a indústria Brainfarma faturou o primeiro lugar em duas categorias, com os projetos de governança e de redução de emissão de CO2. A diretora-executiva de Operações Industriais da empresa, Daniela Muassab Castanho, destacou o comprometimento da indústria com as boas práticas voltadas ao tema. "Atualmente, temos oito programas em andamento e buscamos inspirar as pessoas que fazem o dia a dia da Brainfarma e outras empresas que trabalham conosco. São ações voltadas ao uso inteligente dos recursos hídricos, da energia e de resíduos sólidos", frisou.

Com um investimento de R$ 30 milhões, a Brainfarma expandiu sua capacidade energética ao ampliar a subestação de alta tensão, deixando de usar geradores alimentados por biodiesel. Com isso, a empresa deixou de lançar milhares de toneladas de CO2 no ambiente, reduzindo em 30% a pegada de carbono. Outra iniciativa foi a transformação das caldeiras, que deixaram de usar óleo BPF e passaram a operar com gás natural como combustível.

Outro vencedor da noite foi o jornalista Márcio André Freire de Almeida, da TV Anhanguera (sucursal Anápolis). Ele ficou em primeiro lugar na categoria Comunicação ESG com a reportagem Sustentabilidade nas Indústrias Goianas. "Contamos histórias de duas empresas espetaculares, uma montadora de veículos e uma pequena empresa instalada em Pirenópolis. A mensagem que fica é a de que ou a gente aprende a ser sustentável ou não vamos nos sustentar."

MENÇÃO HONROSA

O Prêmio Fieg de Sustentabilidade da Indústria Goiana foi marcado ainda por menção honrosa a personalidade que se destaca na defesa e desenvolvimento da indústria em Goiás. Nesta primeira edição, o empresário Paulo Afonso Ferreira, que também é presidente emérito da Fieg, foi agraciado com o reconhecimento.

"Temos um desafio enorme no Brasil no campo da sustentabilidade. Somos uma potência mundial nesse contexto, com clima e riquezas naturais, mas precisamos transformar nossa imagem no exterior e entender que a questão ambiental, atualmente, é também um negócio. O tema está na ordem do dia e a indústria tem papel importante na promoção de uma mudança cultural na sociedade", afirmou.

Engenheiro civil e empresário com ampla atuação no setor industrial e de construção civil em Goiás e no Brasil, Paulo Afonso destacou-se em diversos cargos de liderança, incluindo a presidência Fieg (1999-2010) e a vice-presidência executiva da Confederação Nacional da Indústria (CNI), entre 2018 e 2023. Atuou como diretor do IEL Nacional (2008-2023). Atualmente, é diretor da CNI e presidente do Conselho de Assuntos Legislativos da instituição.

A solenidade de premiação contou com presença dos presidentes Wilson de Oliveira (Fieg Regional Anápolis), Itair Nunes (Sindicer-GO), Lino Alves (Sindquímica), Antônio Santos (Siaeg), Luiz Vessani (Sieeg-DF), Marcos André Rodrigues (Sindipão), Marçal Soares (Sindifargo), Sarkis Curi (CIC), Jaime Canedo (Compem) e Luciano Lacerda (CDTI) e dos superintendentes Lenner Rocha (Fieg), Paulo Vargas (Sesi/Senai) e Humberto Oliveira (IEL Goiás).

CONFIRA OS VENCEDORES

Práticas de Gestão Sustentável e Responsabilidade Socioambiental

1º lugar: Brainfarma

Projeto de Governança

2º lugar: Indústria Caramuru

Projeto Sustentar

3º lugar: Indústria Mineração Serra Verde

Projeto Bem viver

Tecnologias Sustentáveis

1º lugar: Brainfarma

Projeto Reduzir a Emissão de CO2

2º lugar: Mosaic e Mineração Serra Verde

Projeto Recirculação e Reutilização de Água e Projeto Plano Diretor de Emissão Atmosférica, respectivamente.

3º lugar: Realmix

Projeto Redução da Camada de Carbono

Comunicação ESG

1º lugar: Márcio André Freire de Almeida

Matéria: Sustentabilidade nas Indústrias Goianas

2º lugar: Weylla dos Reis Gonçalves

Matéria: Fábrica de bebidas investe em sustentabilidade e reflorestamento

Iniciativas de Micro e Pequenas Empresas

1º lugar: Nonoterra

Projeto Ser Melhor para o Planeta

2º lugar: Sítio Boca do Mato

Projeto Proteção de Nascentes do Rio Vermelho que Trabalha com Extrativismo no Cerrado


Notícias
Últimas Notícias e Atualizações